Estão do lado um do outro, como sempre ela esteve. Ele é incansável a cuidar dela, discreto mas sempre presente, vê os que a procuram, esses que a perseguem de mapa na mão, de mão no mapa, de corpo e alma no mapa, como se tivessem a certeza que o mapa é a chave para um tesouro que é ela.
Coitados. Como se enganam. Não que ela não seja o tesouro: ela é; mas não para eles, não menina para meninos de mapa. (O que perdem por não verem quem foi feito para eles? Perdem quem lhes está, de facto destinado, quem vai passando despercebido, tesouro de que não estão a tomar conta, tesouro que vai sendo perdido para outros que cometeram o erro de perder o seu tesouro antes; assim sucessivamente).
Eles caçam-na; mas ele sempre a quis e ela há-de querê-lo a ele para sempre. Ele não encontrou num beco ou num bar esse tal mapa, mas disse para si mal a viu "que tesouro que eu achei". Mas ela vacila, não foi para aquilo que a educaram a esperar. Lê no vazio dos olhos dela que não sabe se a merece, ele, que a encontrou com o coração, por oposição àqueles a quem o mapa deu rumo e lhes indicou com segurança todo o caminho errado, que com tanto afinco traçaram, inquestionávelmente. Percorreram-na, achando saberem onde estão, mas estão perdidos e estão a fazê-la perder-se.
Ele disse-lhe do que suspeitava, confessando-se, atrapalhado, porque o amor a sério atrapalha. Ai. Ela choraminga num sorriso forçado "Mas... Mas eles vivem pelos mapas..." - "eles vão ser mais felizes sem ti, tal como tu serás mais feliz comigo". Não a descansou, ele vê. "Se esta não é a tua verdade," - disse - "vai."; "Se a forma natural (mas não menos apaixonada) com que nos juntamos não te dá segurança, então parte, meu tesouro, e verás como logo te recupero. Choras? Alegra-te. Vai e mapeia-te, se assim queres. Eu encontro-te.".
Coitados. Como se enganam. Não que ela não seja o tesouro: ela é; mas não para eles, não menina para meninos de mapa. (O que perdem por não verem quem foi feito para eles? Perdem quem lhes está, de facto destinado, quem vai passando despercebido, tesouro de que não estão a tomar conta, tesouro que vai sendo perdido para outros que cometeram o erro de perder o seu tesouro antes; assim sucessivamente).
Eles caçam-na; mas ele sempre a quis e ela há-de querê-lo a ele para sempre. Ele não encontrou num beco ou num bar esse tal mapa, mas disse para si mal a viu "que tesouro que eu achei". Mas ela vacila, não foi para aquilo que a educaram a esperar. Lê no vazio dos olhos dela que não sabe se a merece, ele, que a encontrou com o coração, por oposição àqueles a quem o mapa deu rumo e lhes indicou com segurança todo o caminho errado, que com tanto afinco traçaram, inquestionávelmente. Percorreram-na, achando saberem onde estão, mas estão perdidos e estão a fazê-la perder-se.
Ele disse-lhe do que suspeitava, confessando-se, atrapalhado, porque o amor a sério atrapalha. Ai. Ela choraminga num sorriso forçado "Mas... Mas eles vivem pelos mapas..." - "eles vão ser mais felizes sem ti, tal como tu serás mais feliz comigo". Não a descansou, ele vê. "Se esta não é a tua verdade," - disse - "vai."; "Se a forma natural (mas não menos apaixonada) com que nos juntamos não te dá segurança, então parte, meu tesouro, e verás como logo te recupero. Choras? Alegra-te. Vai e mapeia-te, se assim queres. Eu encontro-te.".