O nosso amor. Acabei ali a frase porque não cabia mais nada. Ou talvez até cabesse - para ser sincero caberia tudo - mas tudo o que viesse a dizer já tinha sido dito, porque o nosso amor já é, por si só, tudo. Não é um amor rebuçado, não é um amor chiclete, não é um amor bolacha maria: é um amor bolo de chocolate com cobertura de morango e nata e, mesmo quando parece que já não fica melhor, quando provamos vemos que tem recheio. Mais te digo: só não tem cereja em cima, porque no nosso amor não há caroços. Temos um amor lindo, um amor onde amamos, um amor onde nos entregamos, um amor que nos faz felizes. Temos um amor que eu amo. Temos um amor que chilreia como o passarinho que madruga num ramo de uma árvore, um amor que atrai como o vermelho singelo e delicioso da maçã que se destaca na fruteira, um amor que surpreende e exalta como o golo no penúltimo minuto de compensação. Eu gosto tanto, tanto. Eu amo. O nosso amor autoliberta-se, faz eco, retoma a nós, preenche-nos e dá sentido ao que somos, sem nos separar do que éramos. É um amor que vai longe. O nosso amor não mata nem se mata, é um amor que não bebe nem fuma, um amor que dança, um amor que viaja, um amor que é culto, um amor que respira debaixo de água. É o meu amor e o teu juntos, num só amor que é nosso, mas não nos pertence: somos nós que nos damos a este amor.
terça-feira, abril 24
(Muito) Fraquinha
Adiei por muito tempo escrever, Porque bastava-me pensar para saber Que sairía algo fraquinho. De cada vez que adiava Mais certezas me dava ...
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E de repente, à minha volta eram todos poemas; os pais, fazedores de tempo onde ele escasseia, a levarem os filhos no carro, Cuidado, nã...
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People get use to smells. When we spend too much time in a room, we gradually stop to realize how it stinks. (Sometimes, it's our own r...