Lá vou eu.
A querer ser mais do que sou e a não me deixar levar pelas partes de mim que são tudo o que eu não quero ser. Não me livro delas - são elas que me dão força - livro-me é das correntes que elas me atiram. Sim, é por isso que fujo desses braços que prendem, que não depndo do passado e que não oiço muitas vezes o que me dizem os que não sabem: isso potenciraria um movimento retrógado em mim e eu quero avançar.
Preciso de não permanecer aqui. Por uns tempos. Não levem a mal a ausência - vou trabalhar, à distância, onde os braços humanos desses elos não chegam, mas de onde o meu olhar infinito envolve quem cuido - e vou lutar(,) por mim. Vou mesmo, como já não faço há muito. No fundo, tenho saudades de ter prazer no que faço, porque me tornei metódica e desleixada. Vou crescer e não vai ser para lhes mostrar que cresci, vai ser mesmo porque cresci e esses seus braços corpóreos não conseguirão subjugar o meu abstracto que de tanta confusão os inibe e nos separa, esse abstracto que gera o meu maior grito de desespero e, contemporaneamente, o meu maior suspiro de alívio.
A querer ser mais do que sou e a não me deixar levar pelas partes de mim que são tudo o que eu não quero ser. Não me livro delas - são elas que me dão força - livro-me é das correntes que elas me atiram. Sim, é por isso que fujo desses braços que prendem, que não depndo do passado e que não oiço muitas vezes o que me dizem os que não sabem: isso potenciraria um movimento retrógado em mim e eu quero avançar.
Preciso de não permanecer aqui. Por uns tempos. Não levem a mal a ausência - vou trabalhar, à distância, onde os braços humanos desses elos não chegam, mas de onde o meu olhar infinito envolve quem cuido - e vou lutar(,) por mim. Vou mesmo, como já não faço há muito. No fundo, tenho saudades de ter prazer no que faço, porque me tornei metódica e desleixada. Vou crescer e não vai ser para lhes mostrar que cresci, vai ser mesmo porque cresci e esses seus braços corpóreos não conseguirão subjugar o meu abstracto que de tanta confusão os inibe e nos separa, esse abstracto que gera o meu maior grito de desespero e, contemporaneamente, o meu maior suspiro de alívio.