Como o suspense provocado por um saxofone.
Sim, como quando se houve um jazz calmo, suave. Sorrateira, penso «fujo de casa?». Mas não, não fujo. Nunca fui o tipo de rapariga que gosta de fugir aos problemas - prefiro encará-los de frente. Tenho um olhar frio e autónomo que entra em colisão com a música e se destaca depois. Confesso, tenho medo que me julguem pelo severo contraste, por não estar no sítio certo, mas mantenho o tal olhar frio e autónomo - como eu não sou - e calo o desespero do sangue vermelho e bruto - esse que é real e que não foge - que ferve por mim adentro, agora.