Um cocktail das características mais sui generis dos meus pais e protetora do meu irmão com tudo o que tenho. Capaz de dar a vida pelo outro - facilmente demais, talvez. Não sou difícil de agradar, mas é complicado satisfazer-me. Tenho sede do astracto, do lógico e do ilógico, do vasto.
Gosto do que dá resposta à vontade controversa que o fácil não ilude e não é capaz de seduzir. Iludir-me nunca é boa ideia. Prefiro a realidade, sempre, mesmo quando é dura. Gosto de desafios e da oportunidade de dar a volta por cima.
Não temo o desconhecido. Não fujo. Não falo com rodeios. Não sou mundana. Não me subjugo. Gosto que a minha vida tenha um sentido - mesmo não sabendo qual ele é. Gosto de ser útil. Gosto de ser educada. Gosto de dar valor. Gosto de olhar nos olhos. Gosto de ouvir. Gosto que me encarem e me confrontem, nem que seja para me dizerem que me enganei - porque eu também me engano; mas também me corrijo e peço desculpa.
Aliás, se estiver enganada no que penso de mim, será precisamente isso o que farei comigo mesma.