Vazia de silêncio, mergulhei na mais profunda mudez onde me separei de mim para me entender.
Oiço o ecoar de impulsos num rastejar cansado do tempo que se deixou arrastar. Aqui, a decompor os átomos que me compõem a mim. Liberto partes ínfimas de capacidade que não trabalhei, subestimadas a níveis exponenciais - mas canto-as sobrevalorizadas face ao que são agora. Talvez a teoria da evolução de lamarck se aplique ao potencial de cada um.
Fico eu então deixada à luz da sombra disto que resta e me atrapalhou. Isto, este corpo. Impedi-me. Aguardo que a passagem se abra, quando o apoio se sobrepuser à fachada cinzenta e velha do desleixo.