Olho a inutilidade com desdém. Por tantas vezes a confundir com algo sério. Penso e sou. O que não sou, conquisto. Mas que me adianta tudo isso, se preciso? O Homem é, por natureza, insuficiente. Ou não. Suficiente ele vai-se tornando, mas, bem, não chega. nunca a sê-lo Ele é insatisfeito e oscila entre o seu sentido epopeico e alto com o seu sentido podre e vil.
Manifesto uma revolta intensa contra o irracionalismo a que o Homem se prende. Concebe a necessidade de preencher algo imutável e permanentemente incompleto, como se morasse em nós um nada - que não mora, mas até essa ideia nos faz falta.
Manifesto uma revolta intensa contra o irracionalismo a que o Homem se prende. Concebe a necessidade de preencher algo imutável e permanentemente incompleto, como se morasse em nós um nada - que não mora, mas até essa ideia nos faz falta.
A essa praga que nos mata, somos nós quem lhes dá vida. Pensamos que pensamos. Homens, com um imponente «agá» grande e negro, mas que é só fogo de vista, com todas as outras letras miudinhas e encolhidas.
De Homens como pensamos que somos temos pouco. Somos só homens, seja lá isso o que for. E eu choro toda por dentro esperando que as lágrimas desagúem nos recantos onde se esconde a capacidade.