segunda-feira, novembro 28

Falar de boca cheia de nada

Eu, tão pequenina, franzina e gente a menos, Não é qualquer um que sobrevive aqui. Não há vida nem morte, onde me vejo despedaçada e desperdiçada em névoas que se cansaram de esperar resposta. Resposta não é o que peço, só pedia vida. Mesmo se viesse sem pergunta nem resposta e tivesse de recorrer à filosofia para lhe dar explicação.


O problema é que, pelo contrário, tenho a resposta, mas não tenho a vida: levaram-ma de mim. Têm-na. Abafada em caixas de papelão mole e mal tratado onde se lê em maiúsculas gordas mas desgastadas "Frágil". Ela e eu. 

Peço vivamente vida, mas eles riem-se e usam-na por mim - e mal. Pensam que fazem por bem, são tudo boas decisões. Não são nada. Nem sonham o quanto me matam quando me dizem como viver a minha vida, ó homens do mundo.

(Muito) Fraquinha

Adiei por muito tempo escrever, Porque bastava-me pensar para saber Que sairía algo fraquinho. De cada vez que adiava Mais certezas me dava ...