quarta-feira, fevereiro 22

Blasfémias

(Aviso já que este texto está péssimo. Não sou muito boa neste estilo de escrita, mas também não sou verdadeiramente boa em nenhum, por isso não arde casa nenhuma. Uma criança de 14 anos escrevê-lo-ia melhor, mas à falta da opinião dela, fica aqui um rascunho da minha.)

Num mundo que dá sinais de uma equiproporcionalidade entre o nível de educação e o número de nomes da pessoa que por sua vez se correlacionam também positivamente com o número de talheres e de copos na mesa vivemos. Correlação, disse eu. A relé equivocada copia o número de nomes, copia a louça toda espalhada em toalhas de linho e até os ainda não referidos colares inoxidáveis com uma cruz ao pescoço, mas a educação nem vê-la. Deduziram que fosse uma condição bicondicional, copiaram a consequência, mas a causa é claramente ausente e mostram-se orgulhosos de uma imagem e aparência que é um retrato de uma vida como as suas cabeças: bonitinha, mas bem oca. Falam alto, aos gritos, em sotaques que deixam transparecer o lugar escuro de onde vêm e apontam o lugar para onde querem ir com o novo iPhone no bolso que rezam para que não caia porque se o vidro parte não estão dispostos a pagar o restauro.
 
De onde viria a postura dos outros? Como é que são tão morenos e têm vozes roucas e graves e ficam tão bonitos a rezar na igreja? Terão herdado diretamente de Deus? Será esse sangue nobre portador ad eternum da sabedoria e concupiscência e intransponível aos demais? Será que a única forma de educar os filhos seria casando e fazendo-os descendentes dos Escolhidos e torná-los seus legítimos filhos hereditários e portadores da distinção? Talvez assim nasçam já a falar as várias línguas fluentemente, mais assertivos e determinados, os rapazes bons desportistas e as meninas bailarinas e as unhas e a pele surjam imediatamente arranjadas e intocáveis pelos defeitos que sobram para os outros. Tem de ser isso, só pode. Seria absurdo achar que a justificação seria porque a família cuida de proteger e investir nos filhos e se preocupa em progredir continuamente. Ridículo. Vem tudo da marca da roupa.
 
E é assim. Copiam-se sinais e reforçam-se sinais e mostram-se os sinais, mas em quantos lugares se vê a falta do fundamento. O povo pede putas e vinho verde e os mais nobres viagens e gin tónico. Uns pedem livros para que a mãe conheça a nova dieta em 10 passos e outros leem os clássicos da literatura.  E a ciência e a arte não chegam a todos na urgência de conclusões erradas imediatas. Mas as cruzes estão lá nos dois casos. Só que uns carregam-na numa vida formada por valores e outros na tentativa frustrada de saltar estes passos e carregá-la numa vida que valoriza a ausência de formação.

(Muito) Fraquinha

Adiei por muito tempo escrever, Porque bastava-me pensar para saber Que sairía algo fraquinho. De cada vez que adiava Mais certezas me dava ...