domingo, abril 12

Poema às metáforas dos provérbios com pratos

Gosto de pôr tudo em pratos limpos.
Reprovo quem acumula pratos sujos,
Condeno quem suja os seus e os dos outros
E quem exige a papa toda no prato e o prato limpo no final.

Não metas a mão em prato em que te fiquem as unhas.
Dou a minha comida, o meu corpo e o meu tempo
A todos os que merecerem os meus pratos.
Sujo-os para a minha família, os meus amigos  e qualquer outro
Que humildemente me peça um prato.
E o que eu sujo, eu lavo; o que eu não sujo, também lavo, se o merecerem.

Se a vingança é um prato que se serve frio
Não sei, nunca me vinguei, nem nunca provei desse prato.
Tento cuidar dos pratos todos, todos os meus são limpos e quentes.
Se vierem novos feios, reparo-os; se a isso se recusarem, quebro-os eu mesma.
Se me voltarem com desculpas, aceito.
Não digam mal dos meus pratos,
Já tive a banca cheia de pratos sujos, mas olhem agora que armário limpo.

Ah, só mais uma coisa:
Nunca cuspo no prato onde como.

(Muito) Fraquinha

Adiei por muito tempo escrever, Porque bastava-me pensar para saber Que sairía algo fraquinho. De cada vez que adiava Mais certezas me dava ...