Os corações não são todos iguais. E quanto maiores, mais frágeis. Mais se dão aos outros, e mais os outros roubam, aleatoriamente, deixando-o um coração grande mas oco em partes mal escolhidas, desaproveitado, gasto, roto.
Se o coração é grande, os outros acham que podem pegar que não quebram - e mais depressa os quebram. É como aquela história dos que sabem nadar e dos que não sabem nadar: os que não sabem nadar, não nadam; quem se afoga sabe nadar, pode saber melhor, pode saber pior, mas sabia. E com os corações é assim. Corações que não se dão, não se quebram. Já corações que se querem pôr à prova e pisar o risco, corações que querem bater com força e ser corações de protagonistas de histórias de amor, nunca duram a vida toda sem serem partidinhos a ínfimos pedaços de coração. Ao longo do seu percurso de vida, um coração grande é sempre confundido, é sempre misturado com os corações pequenos, vê-se sempre ao espelho e procura rumo. E precisamente quando conclui que é um coração renegado, que apostou demais e perdeu tudo, como por magia, no casino dos corações onde ele foi para apostar todo o seu dinheiro em álcool e má vida sai-lhe um prémio enorme: a sorte grande.
É o amor super-herói que salva os corações. Só um coração que bateu no fundo reconhece esse brilho de um amor com forças desmedidas. Só um coração que se aleijou e cortou e raspou no chão, só um coração que já foi ao inferno resgatar corações, só um coração que já se afogou e ardeu, sabe viver o amor puro ao limite e se acomoda a esse limite com um amor máximo. Sim, um coração grande sofre como nenhum outro; mas um coração grande também ama como jamais outro qualquer saberá.
Se o coração é grande, os outros acham que podem pegar que não quebram - e mais depressa os quebram. É como aquela história dos que sabem nadar e dos que não sabem nadar: os que não sabem nadar, não nadam; quem se afoga sabe nadar, pode saber melhor, pode saber pior, mas sabia. E com os corações é assim. Corações que não se dão, não se quebram. Já corações que se querem pôr à prova e pisar o risco, corações que querem bater com força e ser corações de protagonistas de histórias de amor, nunca duram a vida toda sem serem partidinhos a ínfimos pedaços de coração. Ao longo do seu percurso de vida, um coração grande é sempre confundido, é sempre misturado com os corações pequenos, vê-se sempre ao espelho e procura rumo. E precisamente quando conclui que é um coração renegado, que apostou demais e perdeu tudo, como por magia, no casino dos corações onde ele foi para apostar todo o seu dinheiro em álcool e má vida sai-lhe um prémio enorme: a sorte grande.
É o amor super-herói que salva os corações. Só um coração que bateu no fundo reconhece esse brilho de um amor com forças desmedidas. Só um coração que se aleijou e cortou e raspou no chão, só um coração que já foi ao inferno resgatar corações, só um coração que já se afogou e ardeu, sabe viver o amor puro ao limite e se acomoda a esse limite com um amor máximo. Sim, um coração grande sofre como nenhum outro; mas um coração grande também ama como jamais outro qualquer saberá.