quinta-feira, agosto 9

Anda, não importa se vens de costas - ridículo(s)

Escrevi este texto no 9º ano e permanece, até hoje, como um dos meus textos favoritos. Não pela forma de escrita (ainda me faltava limar imenso), mas porque sim.

Será que consigo andar de costas? Será que consigo correr de costas?

Continuo. Já nem tento ir pelo caminho mais certo, só peço que não ande pelo mais errado.

Estou a traçar um atalho para o meu caminho, não vou voltar tudo para trás. E para eles isso é estranho, é-lhes estranho que eu seja múltipla e é-lhes mais estranho ainda que eu prefira caminhar em direção à praia do que em direção a um escritório. 

Não me falam, gritam-me. Brutos e frios, mas com a palavra certo na testa, como se fossem meigos. Eles acham que são meigos quando me arrastam. Mal educados. Ou talvez a mal educada seja eu, afinal eu é que estou cheia de dúvidas, com um futuro que me parece sombrio. Talvez seja bem educada signifique ser bruta e fria. Talvez ser bem educada signifique adaptar-se ao futuro-mau até ele se tornar um presente-bom onde me dê com outras pessoas-mal-educadas que estejam a pensar que são realmente felizes. 

Vou de costas - não quero ver, enquanto for mal educada, por onde vou. Ou me perco, ou me encontro (e perder-me é ir por atalhos em bosques, mas, paradoxalmente, é esse o meio de me encontrar). Um dia chegarei a algum lado, mas não me parece que vá a tempo de dar a volta para chegar ao sítio certo.

(Muito) Fraquinha

Adiei por muito tempo escrever, Porque bastava-me pensar para saber Que sairía algo fraquinho. De cada vez que adiava Mais certezas me dava ...