Mas não percebeu nada. É desleixada, coitada. O gato e o lençol tão mal e ela nem preocupada. Ora, o gatito fofito, sem reclamar, fez a vénia indulgentemente, tirou o chapéu que não tinha e lambeu os bigodes enquanto a multidão inexistente enchia o chapéu imaginário com moedas de três euros. Depois despejou esse dinheiro no lixo: por que havia de precisar dele?
Voltando à história: com o novelo fez maravilhosos nós de escuteiro no lençol e acabou por formar uma espécie de bolsinha, pequenina, onde colocou a aliança a salvo do mundo. Depois sorriu e disse "não te esqueças de mim". E o lençol nunca mais esqueceu, nem depois do gato ter chamado uma ambulância, porque os bombeiros são lentos e o curso de Suporte Básico de Vida do lençol não era aplicável a animais mortos.