os pais, fazedores de tempo onde ele escasseia,
a levarem os filhos no carro,
Cuidado, não fales com estranhos;
os filhos, com as saudades a sairem do corpo.
a visitarem os avós,
Que abraço maravilhoso, querida avó;
os namorados, suados de nervos,
a dizerem às namoradas,
primeiro com os olhos e depois com os lábios,
Estás tão bonita.
E a natureza a acontecer
simultaneamente, isoladamente, em conjunto.
Via em tudo poesia,
Percebi que eram todos, os que eu vi e os que eu não vi.
Foi por descrever o que via
que o leitor lê agora este poema
que eu escrevi,
mas que foram eles que, ao fazerem o que faziam, o fizeram.
Todos fazem poemas: alguns só não os escrevem.
(Este poema vem da forma como eu vejo o mundo
que é às vezes diferente da das pessoas que eu vi e me veem
e às vezes igual à das pessoas que não vi e não me veem
- há também pessoas que eu vejo e não me veem e vice-versa.
Os poemas podem ser formas de ver o mundo
decorrem de formas de o ver
(mesmo quando são deliberamente ficção,
tem de ter sido neste mundo que o autor a imaginou)
também o leitor terá a sua forma de ver
e quando ler este poema talvez, nas palavras que escolhi,
as nossas visões se encontrem
ou divirjam
que "Bravo!" seria qualquer um dos casos:
de cada vez que um leitor lê um poema, ele cresce.)
Estás tão bonita.
E a natureza a acontecer
simultaneamente, isoladamente, em conjunto.
Via em tudo poesia,
Percebi que eram todos, os que eu vi e os que eu não vi.
Foi por descrever o que via
que o leitor lê agora este poema
que eu escrevi,
mas que foram eles que, ao fazerem o que faziam, o fizeram.
Todos fazem poemas: alguns só não os escrevem.
(Este poema vem da forma como eu vejo o mundo
que é às vezes diferente da das pessoas que eu vi e me veem
e às vezes igual à das pessoas que não vi e não me veem
- há também pessoas que eu vejo e não me veem e vice-versa.
Os poemas podem ser formas de ver o mundo
decorrem de formas de o ver
(mesmo quando são deliberamente ficção,
tem de ter sido neste mundo que o autor a imaginou)
também o leitor terá a sua forma de ver
e quando ler este poema talvez, nas palavras que escolhi,
as nossas visões se encontrem
ou divirjam
que "Bravo!" seria qualquer um dos casos:
de cada vez que um leitor lê um poema, ele cresce.)
À tua volta, tudo eram poemas, porque tu és o poema, Rita.
ResponderEliminarO poema que nasce, do incrível movimento das ondas que se expressa nos teus olhos.
Os teus olhos, que são um oceano maravilhoso, repleto de búzios, daqueles que parecem ser incríveis e despertam uma curiosidade descontrolada.
Entre Vale(s) e mar, surges tu, tu que és poesia.