Vê-se da varanda a luz das janelas das outras;
Estão ali as pessoas.
As ruas não ouvem nada à noite -
Diriam, enganadas, que nunca os cosmopolitas estiveram tão calmos.
As luzes das varandas tremem;
[Não por sua intermitência,
mas pela falta de nitidez
própria de quem vê com os olhos em lágrimas.]
Agarrados à berma negra, de betão frio,
Molhada pela chuva que vai caindo indiferente,
Ai (escapa um ai num suspiro),
Sabem lá como será amanhã,
Sabem lá quando se volta a ser como ontem.
Hoje não há beijos, nem abraços,
[Mas nunca os olhos beijaram outros olhos com tanta ternura
Nem os nossos silêncios, comprometidos, se envolveram com tanta força.]
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A tua inteligência transparece nos teus olhos, de uma forma, daquela forma. Da forma que tu falas, que mora nas entrelinhas, tal como eles, os teus olhos, moram entreasondas, sem espaço, para mais nada, daquela forma.
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